O ser é apenas uma combinação de forças ou de energias mentais e físicas.
O não-funcionamento do corpo faz parar todas estas forças e energias? O budismo responde: ”não”. A vontade, a volição , o desejo, a sede de ser, de continuar, de se tornar cada vez mais é uma força imensa que move vidas inteiras, existências completas e até o mundo inteiro. Segundo o budismo esta força não pára quando o corpo deixa de funcionar, isto é, quando morre… (Richard A. Gard – Pág. 127).
Logo o budismo expõe a eternidade da vida. A vida em estado de “energia ativa” e vida “latente”, de maneira não manifesta, ou seja, estado de morte. Não importando em que estado ela esteja, segue seu curso existência após existência. E para o budismo é pelo livre arbítrio, cada ser determina seu carma.
Origem do Budismo:
O Budismo surgiu na Índia, no século VI a.C., nas vertentes do principado do Himalaia, a norte desse país. Sidarta Gautama, o príncipe herdeiro do trono, aos vinte e oito anos, ao deparar-se com a realidade fora do palácio, à dor, o sofrimento, a pobreza, a miséria, a morte, começou a questionar o porque disso, e anos mais tarde, abandonou a mulher e os filhos.
Perambulou durante anos à procura da vida. Num determinado momento, sentou-se debaixo de uma figueira para meditar, fala-se em um período de 50 dias, e aí foi arrebatado em êxtase; nesse dia, tornou-se Buda, que segundo a etimologia tibetana significa “iluminado”. A partir daí, passou a chamar-se Sakyamuni e deu inicio ás suas pregações e ensinamentos. Sumariamente, para Sakyamuni, o mundo dos sentidos é uma ilusão a que o desejo nos liga. A dor e o renascimento provêm desta ligação. Mas o circulo pode ser rompido, suprimindo o desejo a ilusão, uma vez feito isso, é possível alcançar o estado de Buda que existe em todo o ser humano.
Para os contemporâneos de Sakyamuni, ele despertou grande atração e no fim de sua longa vida, havia implantado sua doutrina no norte da Índia, golpeou seriamente os Brâmanes com bravura e levou a iluminação muito de seus discípulos… Quando morreu, cerca de 480 a.C., parece que a natureza se envoltou e todos os animais da floresta foram velar…
Expansão
Dois séculos mais tarde, depois das conquistas de Alexandre Magno, o mundo grego encontrou pela primeira vez a índia budista. A esfinge mais antiga de Sakyamuni é obra de um artista grego. No século XII da nossa era, o Papado, ao ter conhecimento dos mistérios do Buda, incluiu logo este homem no calendário dos santos, com o nome de Josaphat↑.
O Budismo, assim como outras religiões, tem vários ramos. Isso se deve a quem o transportou da Índia para outras regiões. Sabe-se que chegou à China, através do Mestre Confúcio, ao Japão pelo Mestre Dengyou, e assim expandiu-se para várias partes, principalmente a Ásia.
Nitiren Daishonin
No século XIII, no Japão, nasce em uma família de pescadores “Nitiren Daishonin” que desde cedo dedicou-se aos estudos em templos budistas. Garoto de curiosidade aguçada, dedicou-se ao estudo no Sutras-de-Lótus a essência dos ensinos do Buda e em 26 de abril de 1953, em uma assembléia de monge de diversas seitas, no Japão, Nitiren Daishonin revela a essência dos ensinos de Sakyamuni o “Nam- Myoho -Rengue -Kyo”.
A partir daí, Nitiren dá inicio a sua pratica individual que consiste na recitação do Nam-Myoho-Rengue-Kyo e à propagação dessa essência. Ao mesmo tempo que multiplicou seus discípulos, sofreu também severas perseguições de outros líderes religiosos que influenciavam o shogonato, num misto de religião e política.
Nitiren deixou inúmeros “Goshos”-Cartas- a seus discípulos. Após sua morte, seu discípulo Niko Shinin dá a seqüência à propagação dos ensinos do mestre e, já no século XX, em 1929, um professor japonês, Tnessaburo Makiguti conhece os ensinos de Daishonin, juntamente com o seu discípulo Jossei Toda, Juntos e baseados na filosofia budista, criaram a Soka Kyioku Gakkai, que significa: Escola de Criação de Valores. Implantam esse projeto na escola onde trabalha – Makiguti, diretor e Toda seu imediato. Durante a Segunda Guerra. Na Segunda Guerra, ambos foram presos por seguirem e propagarem uma religião adversa à do Imperador – qual era o Shintoísmo. Makiguti, já de idade bastante avançada e saúde frágil, morreu na prisão.
Toda foi libertado no final da Guerra e deparou-se com um Japão arrasado, a Soka Kyioko Gakkai não poderia estar em um estado diferente. Diante de tal realidade, Toda jurou no mesmo preço de sua própria vida, que realizaria o desejo de seu mestre Makiguti. Inicia então, sua luta de resgate dos membros afastados, inicia também seu processo de educador. Suas finanças estavam praticamente zero. Mesmo assim, baseando-se na recitação do Nam Myoho-Rengue-Kyo e na frase budista do “Levantar-se só”.
Uma das reuniões de membros e simpatizantes da filosofia budista que Jossei Toda realizava, compareceu um jovem Daisaku Ikeda que ao conversar com Toda, logo percebeu que ali encontraria respostas às suas indagações sobre a vida. Daisaku logo se converteu ao budismo e dedicou-se a reconstrução da Gakkai. Após a morte de Toda, Daisaku, com seus 30 anos tomou para si a responsabilidade de realizar o desejo de seu mestre, que era nada mais nada menos que a Paz Mundial. Em outubro de 1960, Daisaku Ikeda daz sua primeira viagem internacional para propagar o budismo de Daishonin e divulgar a Soka Gakkai, cujo destino fora os Estados Unidos e Brasil.
No Brasil
O Brasil foi o primeiro país fora do Japão a implementar a Soka Gakkai. Hoje a Soka Gakkai está em mais de 190 países e territórios.
Quando Seguimos “Mestres bons e corretos” e praticamos conforme suas orientações, entramos em sintonia com a sua vida e , dessa forma, a grande alegria interior do mestre que está em harmonia coma a lei, inspira e revigora seus discípulos . Para um discípulo, não há alegria maior que seguir um “Mestre Bom e Correto” e se dedicar junto com ele a propagação da Lei Mistica. Essa é a alegria do estado de Buda que faz até a escuridão profunda mental da vida e que pode vencer quaisquer adversidades. Daishonin nos ensina que, mesmo em meio a grandes perseguições é possível experimentar uma condição de vida que irradia a infinita alegria da Lei.(Daisaku Ikeda – Brasil Seikyo – 25/10/2008).
Analisando a ultima citação, pode-se perceber o que teria sido o êxtase de Sakyamuni, a revelação de Nitiren Daishonin, os ideais de Makiguti, a determinação de Jossei Toda e a luta de Daisaku Ikeda, ainda hoje, do seus 80 anos, tão vivo e revigorado para seus discípulos no mundo inteiro.
Fontes:
Gard, Richard A. – As Grandes Religiões do Mundo – Budismo – Editora Verbo – 1981
Ikeda, Daisaku – Revolução Humana – Volume I. Editora Brasil Seikyo.
Jornal Brasil Seikyo – 25 de outubro de 2008 – Edição nº 1961.
http://www.catholicity.com/encyclopedia/j/josaphat,barlaam_a nd.html ↑
“O ser é apenas uma combinação de forças ou de energias mentais e físicas. ”
e o É? =)
eu achei muito legal!!!!!
eu so budista e sei como e bom
mudei muito a minha vida
senpre me enpenhe pra o meu bloco ser monarca e eu ser dez
tenho :16 anos
so responsavel de bloco
do rosa vermelha
em belem do para brasil